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  • Foto do escritorGrisea Biotecnologia

A primeira startup brasileira utilizando algas marinhas para a produção de bioplásticos

A Grisea é uma startup de biotecnologia com um objetivo ambicioso: revolucionar a indústria do plástico ao fornecer soluções mais sustentáveis e ecológicas. A busca por novas tecnologias para substituir o plástico convencional é uma urgência mundial devido aos impactos negativos do uso excessivo e descarte inadequado de plásticos.





Danos do plástico convencional

O plástico convencional é produzido a partir de recursos não renováveis, como petróleo, e leva cerca de 400-500 anos para se decompor, o que resulta em grandes quantidades de lixo plástico acumulado em aterros sanitários e nos oceanos. Além disso, o processo de produção e o descarte inadequado de plásticos também liberam gases de efeito estufa, contribuindo para o aquecimento global. Por essas razões, é vital encontrar alternativas sustentáveis e de baixo impacto ambiental, como bioplásticos, polímeros de origem biológica e outras tecnologias mais modernas e avançadas. A adoção dessas tecnologias ajudaria a proteger o meio ambiente, preservar recursos naturais e garantir uma economia mais sustentável a longo prazo.


Motivação para o desenvolvimento da marca

Desta maneira, a Grisea foi criada a partir da experiência e conhecimento do seu fundador e CEO Felipe Teixeira, formado em biomedicina e com mestrado e doutorado em bioquímica. Durante sua tese de doutorado, Felipe estudou o uso de polímeros extraídos de espécies marinhas para a prevenção do câncer e da metástase. Ao longo de sua pesquisa, Felipe descobriu que algumas algas marinhas também produziam estes polímeros naturais e que, além do seu uso na medicina, estes polímeros também poderiam ser utilizados como matéria-prima para a produção de plásticos biodegradáveis. Dessa forma, nasceu a primeira semente para a fundação da Grisea, que tem a missão de produzir bioplásticos mais amigáveis ao meio ambiente. Aliada aos esforços globais de redução do plástico, a Grisea se tornou a primeira e única startup brasileira utilizando algas marinhas para a produção de bioplásticos.


Desafios para produzir bioplástico

A popularização do uso de bioplásticos enfrenta diversos desafios econômicos, incluindo o alto custo de produção em comparação com os plásticos tradicionais derivados de petróleo. Além disso, a demanda por bioplásticos ainda é limitada devido à falta de conscientização e compreensão sobre seus benefícios e vantagens. Outro desafio é a disponibilidade limitada de matérias-primas renováveis, como fontes de amido e óleos vegetais, que são utilizados na produção de bioplásticos. Por fim, existe a necessidade de investimentos em pesquisa e desenvolvimento para melhorar a tecnologia de produção de bioplásticos e torná-los mais acessíveis e competitivos no mercado. Por outro lado, a infraestrutura de coleta seletiva e reciclagem de plásticos convencionais também é insuficiente em muitas regiões, o que dificulta a sua reciclagem e reutilização, e evidencia a necessidade de desenvolvermos alternativas melhores. Visando investir em pesquisa e desenvolvimento para solucionar estas e outras questões urgentes, a Grisea foi oficialmente fundada e começou a operar em abril de 2021, após ser selecionada na primeira edição do edital “Doutor Empreendedor”, da FAPERJ.


Impactos da produção do plástico biodegradável

A produção de plásticos biodegradáveis tem impactos tanto sociais quanto ambientais. Em termos sociais, a produção de plásticos biodegradáveis pode gerar empregos e oportunidades econômicas na indústria. Em termos ambientais, a produção de plásticos biodegradáveis pode ajudar a reduzir a quantidade de lixo plástico que é descartado em aterros sanitários e nos oceanos, além de atuar na preservação de recursos ambientais, desde que seja feita de forma ética e responsável. Desde o princípio, a Grisea sempre se preocupou com a preservação dos ecossistemas marinhos. Por isso, a empresa obtém suas algas de forma responsável e sem prejudicar o meio ambiente, comprando de produtores responsáveis, que cultivam as algas em fazendas marinhas, garantindo assim a continuidade de sua fonte de matéria-prima e o equilíbrio dos ecossistemas. Em um mundo onde a conscientização sobre o impacto negativo do plástico convencional é cada vez mais evidente, a Grisea tem uma grande oportunidade de se destacar e contribuir para a construção de um futuro mais sustentável.


Com seu conhecimento e tecnologia inovadora, a empresa está posicionada para revolucionar o mercado de embalagens e plásticos biodegradáveis no Brasil. Com o apoio da FAPERJ, a Grisea conta atualmente com uma equipe de 3 pessoas altamente qualificadas, que estão focadas no desenvolvimento do modelo de negócios e dos produtos. Desta forma, o bioplástico produzido pela Grisea poderá ser utilizado em uma ampla gama de produtos, incluindo embalagens alimentícias, embalagens para cosméticos, e até mesmo copos, talheres e canudos descartáveis.


A nossa startup está focada em construir parcerias e atrair investimentos-chave para ajudar na sua expansão e consolidação no mercado. A Grisea acredita que só é possível fazer a diferença e contribuir para a preservação do meio ambiente ao criarmos uma rede de apoiadores com um objetivo em comum.


Por isso, convidamos você para fazer parte desta rede e tornar o plástico convencional de petróleo uma coisa do passado. Compartilhe essa ideia!


Conteúdo e redação por:

Felipe Teixeira

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