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Pástico de petróleo e as mudanças climáticas: um desafio global

Introdução

Os plásticos convencionais são derivados principalmente de fonte fóssil. Esses plásticos são leves, flexíveis baratos e substituíram vidro, metal e madeira em muitas aplicações cotidianas. Isso elevou sua produção global e hoje em dia, o plástico tornou-se parte integrante do nosso estilo de vida.


O aumento da temperatura global e as mudanças climáticas são os problemas mais críticos que o mundo enfrenta, a produção e o descarte de plástico não biodegradável contribui para as mudanças climáticas e a poluição dos oceanos.


Neste artigo, vamos conhecer e entender mais sobre este problema, além de discutir algumas estratégias para mitigar os efeitos negativos do uso do plástico convencional, e propor mudanças possíveis para reduzir o impacto causado pelo plástico.
















Principais problemas ambientais causados pelo plástico convencional
Emissões de gases de efeito estufa na produção e descarte de plástico

Os plásticos convencionais derivados de combustível fóssil e a emissão de gases do efeito estufa (GEE) como dióxido de carbono (CO2) e metano (CH4) em sua produção é uma ameaça significativa ao meio ambiente, pois aumentam a temperatura global. Até 2050 os plásticos serão responsáveis por 13% do carbono de nosso planeta. A má gestão dos resíduos plásticos e a sua presença nas margens dos rios, costas e paisagens leva à emissão de uma maior percentagem de GEE na atmosfera.


Os plásticos de origem fóssil não são biodegradáveis, juntando isso ao com seu alto consumo e baixo padrão de gerenciamento de resíduos, estes se acumulam no meio ambiente e são uma outra grave ameaça ambiental mundial. Estima-se que 40% de todo plástico presente no meio ambiente é de uso único, ou seja, são feitos para serem usados uma única vez e descartados logo em seguida.


Poluição dos oceanos e impacto na vida marinha

Todos os anos, pelo menos 8 milhões de toneladas de plásticos descartados entram em nossos oceanos, criando preocupações com relação à toxicidade do plástico na biota marinha à medida que acabam na cadeia alimentar e, finalmente, afetar a saúde humana.


A poluição plástica oceânica vem principalmente de atividades náuticas, pesca e aquicultura. Aproximadamente 35% de todos os plásticos produzidos no mundo são plásticos de alta densidade e podem afundar no fundo do mar. Os 65% restantes dos resíduos plásticos flutuam na superfície e podem percorrer grandes distâncias no oceano (PlasticsEurope, 2019).


O descarte de resíduos no oceano agora aparece como um problema global que inclui mudanças climáticas, aquecimento global, acidificação dos oceanos e perda da biodiversidade marinha. Após irem para os corpos d'água, esses plásticos se fragmentam e formam microplásticos.


Explicação das mudanças climáticas e seu impacto global

É importante observar que as emissões de carbono dos resíduos plásticos não se restringem apenas às etapas de produção. A degradação de longas cadeias de carbono de produtos plásticos emite naturalmente gases tóxicos de efeito estufa, principalmente metano e etileno, que têm um alto efeito de aquecimento global.


Uma alternativa para esse problema é aumentar a produção de materiais plásticos biodegradáveis ​​para evitar a acumulação dos plásticos não biodegradáveis no meio ambiente. Quando a análise da Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) é realizada em diferentes produtos plásticos biodegradáveis, os impactos ambientais são menores em comparação com os plásticos convencionais.


Considerando o envolvimento nas mudanças climáticas globais e sua toxicidade ao meio ambiente, precisamos de estratégias e ações urgentes para controlar a ameaça gerada devido aos plásticos convencionais. Estratégias para reduzir as emissões nocivas de gases de efeito estufa produzidas durante a produção de plástico e evitar o lixo marinho para equilibrar o sequestro de carbono.


Os plásticos de base biológica geralmente têm menos emissões de GEE no ciclo de vida e são uma parte da solução deste grande problema. Os biopolímeros biodegradáveis ​​de base biológica, são derivados de recursos renováveis, são biodegradáveis ​​e exibem propriedades químicas e mecânicas próximas aos plásticos de combustíveis fósseis. Os exemplos mais comuns são polihidroxialcanoatos (PHAs), amido termoplástico (TPS) e ácido polilático (PLA).


Importância da conscientização do consumidor na escolha de produtos sustentáveis

Para a promoção de bioplásticos, diferentes estratégias eficazes foram formuladas pela Comissão Europeia (CE). A produção mundial de plásticos de base biológica atingiu aproximadamente 2,05 toneladas métricas em 2017 e está projetada para aumentar seu ritmo em 20% nos próximos anos (European Bioplastics, 2017). A reciclagem também é outra estratégia que pode ser usada para reduzir GEE, mas, infelizmente, a porcentagem de reciclagem é muito pequena em todo o mundo, políticas públicas mundiais são necessárias para que a reciclagem funcione em todos os países.


A proibição do plástico de uso único também pode ser empregada como outra estratégia para reduzir o impacto nocivo do plástico no clima. O menor consumo de plástico afetará positivamente a saúde do ecossistema.


Países como Austrália, Peru, Índia e França restringiram o uso de plásticos descartáveis.


Logo, a mitigação das mudanças climáticas a partir de mudanças na produção e consumo dos plásticos, exige a implementação de políticas públicas embasadas em evidências científicas e estudos ambientais, como a ACV. A conscientização e a tomada de decisão informada dos consumidores são fundamentais, mas não resolvem todo o problema. Apenas com esforço em conjunto poderemos enfrentar os desafios das mudanças climáticas e promover uma transição para uma sociedade mais sustentável.




Nós somos a Grisea Biotecnologia, uma startup apaixonada por sustentabilidade e inovação, com o objetivo de revolucionar a indústria dos plásticos, utilizando algas como principal matéria-prima para a produção de bioplástico biodegradável.


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Conteúdo e redação por:

Carolina Moutinho Ferreira

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